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Festilha celebra a cultura da cidade mais antiga de Santa Catarina

Data de inclusão: 10/04/2017 10:10

Neste mês de abril, a Cidade Histórica de São Francisco do Sul estará em clima de celebração para comemorar suas manifestações culturais e artísticas mais autênticas. As ruas centenárias da orla da Babitonga serão o palco popular, para as diversas atrações da 29ª. FESTILHA – Festa das Tradições da Ilha -, entre os dias 20 e 23. História, folclore, gastronomia típica, música, dança e artesanato são os elementos principais do que a Festa tem de melhor a oferecer. 

Criada em 1989, para homenagear a data em que São Francisco foi elevada à categoria de cidade (15 de abril de 1847), a FESTILHA foi concebida com a participação das entidades beneficentes do município, com o intuito de arrecadar recursos para os trabalhos sociais. A iniciativa deu certo e, após quase três décadas, o evento se consolidou no calendário regional e do Estado.

A partir da culinária típica, à base de frutos do mar, nos tradicionais pratos que utilizam a farinha de mandioca, como o “Pirão com Linguiça”; os cantos e danças animados pelos folguedos e serestas, o boi de mamão, a dança do vilão, o pau de fita, as pastorinhas, todos representações emblemáticas da alegria e hábitos que movem e dão sentido ao modo de vida dos francisquenses.

De acordo com o Prefeito, Renato Gama Lobo, o desafio deste ano foi o de realizar o evento com menos recursos, haja vista que o município atravessa dificuldades financeiras: “Tivemos que reduzir os custos sem perder a qualidade. Optamos por atrações musicais dentro da realidade orçamentária, mas que agrade todos os gostos”, ressalta.   

 

 

PROGRAMAÇÃO

20/04 (Quinta - Feira)

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

20h

Abertura dos Pavilhões

 

20h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

21h

Abertura Oficial

Pavilhão Ilha Grande

22h

Bera Samba

Pavilhão Ilha Grande

23h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

23h

Marquynho Diniz e Monarco da Portela

Pavilhão Ilha Grande

 

21/04 (Sexta - Feira)

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

11h

Abertura dos Pavilhões e Praça de Alimentação

 

12h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

12h

 Roda de Viola

Pavilhão Ilha Grande

13h

Apresentações Folclóricas

Rua Babitonga

15h

Baile da Saudade

Pavilhão Ilha Grande

20h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

22h

Letícia e Camila

Pavilhão Ilha Grande

23h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

00h

Léo Matos

Pavilhão Ilha Grande

22/04 (Sábado)

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

11h

Abertura dos Pavilhões e Praça de Alimentação

 

12h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

12h

Roda de Viola

Pavilhão Ilha Grande

13h

Apresentações Folclóricas

Rua Babitonga

19h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha Grande

20h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

23h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

22h

Sangue Latino

Pavilhão Ilha Grande

 

23/04 (Domingo)

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

11h

Abertura dos Pavilhões e Praça de Alimentação

 

12h

Banda Guarani

Pavilhão Ilha Grande

12h

Chora Cavaco

Espaço do Samba

 

12h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz

15h

Apresentações Folclóricas

Rua Babitonga

15h

Bingo da Rede Feminina de Combate ao Câncer

Pavilhão Ilha Grande

20h

Apresentações Musicais

Pavilhão Ilha da Paz, e Espaço do Samba

21h

The Brothers

Pavilhão Ilha Grande

 

De quinta a domingo:

?     Feira de Artesanato

?     Feira do Produtor Rural

?     Espaço Kids

?     Palco Autoral

 

Um pouco de História

 

A História de São Francisco do Sul se confunde com a própria História do descobrimento do Brasil. Aqui primeiro chegaram os franceses, no ano de 1504, quando habitavam essas terras os amistosos índios carijós. A expedição, capitaneada por Binot Paulmier de Gonneville, a bordo no navio “Le Espoir”, após enfrentar fortes tormentas, chegou às águas abrigadas da Babitonga em 05 de janeiro. 

Binot e sua tripulação permaneceriam até 03 de julho do mesmo ano, quando partiram para o retorno à cidade de origem, Honfleur na França. A relação com a tribo foi tão boa que em gratidão, pela hospitalidade, foi levado o filho do cacique, Içá Mirim, com a promessa de lhe ensinar sobre artilharia. Içá Mirim se casaria em 1521, aos 32 anos, com a filha do capitão Goneville, Suzanne. 

Segundo historiadores, baseados em registros da época, a denominação de “São Francisco” é atribuída à passagem do navegador espanhol, João Dias de Solis, que esteve na região no ano de 1515. Mais adiante, quando da fundação da Vila de Nossa Senhora da Graça, o nome “São Francisco” foi acrescentado em referência a Baía, considerada “rio” na época: Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco.

O povoamento efetivo ocorreu em 1658, com a chegada do vicentista Manoel Lourenço de Andrade, que trouxe familiares, agregados, animais, instrumentos agrícolas e ferramentas para exploração de minas. Em seguida, deu-se a construção da Igreja Matriz, concluída no ano de 1665, ocasião em que a Vila foi elevada à categoria de Paróquia. Primeiro capitão-mor, Manoel Lourenço foi sepultado na Igreja Nossa Senhora da Graça.

Durante os séculos XVII, XVIII e XIX a economia agrícola prosperou com o cultivo da mandioca, que chegou a ser exportada com expressividade para o centro do Império. São Francisco também produzia outros gêneros, como arroz em casca, milho, feijão, aguardente e peixe seco. A evolução social e econômica representou o reconhecimento, através da elevação à categoria de cidade, que se sucedeu em 15 de abril de 1847.  

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