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Rimas e versos expostos nas janelas

Data de inclusão: 15/02/2017 08:51

Projeto “Poesia na Janela” da Biblioteca Pública apresenta poesias de poetas francisquenses e outros conhecidos nacionalmente
 

Com o intuito de proporcionar à comunidade e turistas que passam pelo Centro Histórico de São Francisco do Sul momentos de descontração e contemplação da beleza das palavras, a Biblioteca Pública Augusto Jose Ribeiro realiza o projeto “Poesia na Janela”. Trechos de poemas que enaltecem as belezas naturais da ilha, que falam sobre a vida, as pessoas e o amor serão expostos diariamente nas grandes janelas da biblioteca.

O projeto inicia com textos do poeta francisquense Maneco, que nasceu na Ilha Grande e lá se criou. “Nessa exposição serão apresentados poetas de são Francisco e também nomes de abrangência nacional”, destaca Andrea do Rozario, coordenadora da biblioteca. “Nosso objetivo fazer com que as pessoas tenham uma pausa na correria do dia, quebrando a rotina, e assim, apresentamos um pouco da leveza e beleza das palavras por vezes rimadas ou não”, enfatiza.

A Biblioteca Pública Augusto Jose Ribeiro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados das 9 às 15h. A entrada é gratuita.

 

Sobre Maneco

O poeta francisquense nasceu e se criou na Praia Grande. Casou-se no Bairro Paulas e com a família, mudou-se para a Enseada, onde montou o Boteco do Maneco. Atualmente, o local abriga uma pastelaria, de propriedade dos filhos de Maneco. Faleceu no ano de 2015, deixando belas palavras em forma de poesias divulgando São Francisco de uma forma muito carinhosa.

 

DIVULGANDO SÃO FRANCISCO

Nasci na Praia Grande
E lá me criei
Conheço a gambôa
E o Porto Rei
No Miranda bastante andei
E na Ribeira do povo gostei
No Rocio Grande
Dominó joguei
No Morro Grande
Me inspirei
Desci pra cidade
Na igreja rezei
Fui para a Laranjeira
Numa festa cantei
Para o outro lado atravessei
Na Freguesia admirei
Aquele povo abracei
E no mar bonito
Bastante nadei
Vim para o Paulas
Lá me casei
O Rocio pequeno
É bonito eu sei
No Acaraí
Também morei
Figueira e Tapera
Parente eu deixei
Reta e Iperoba
Agora eu citei
Ubatuba e Itaguaçú
Bastante pesquei
No Capri mergulhei
No Forte serviço militar prestei
Vim para Enseada
Lá me realizei
Um pequeno boteco
Pra mim botei
Para falar a verdade
Dinheiro ganhei
Os meu filhos todos criei
O Morro da Mina
Que agora lembrei
Se faltou algum lugar
Que não falei
Não coube na letra
Depois falarei
E meu São Francisco do Sul
Toda divulguei.

(05/05/2008)

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